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terça-feira, 19 de abril de 2011

"Mujeres al borde de un ataque de nervios"




Sabe aqueles dias em que a gente leva uma sacudida?

A minha sacudida esta sendo como um terremoto daqueles bem fortes, atingindo máximo na escala Richter.


De repente, meu cérebro deu um estralo! Tudo passou como em um filminho, onde uma confusão de cenas passa de uma vez, daquele jeito acelerado, sabe? As portas do céu estão se abrindo!Passei da grande escuridão à luz...Tudo está se ajeitando!


Como dizia minha avó, "– Filhinha você nasceu com o bumbum pra lua!"


OK! Confesso que tenho sorte mesmo, mas também confesso que sou a pessoa mais indecisa desse mundo quando tenho que tomar uma decisão drástica e que por isso não me adianta de nada ter tanta sorte! Agora cá entre nós, essa indecisão é um problema geral da nação! O ser-humano tem medo do novo, é como ser jogado em uma sala escura, vai saber o que é que há lá dentro. ( se bem que acabei de sair de uma...bem,deixa pra lá!) Mas é fato, o NOVO sempre nos deixa com um friozinho na barriga!


Por toda essa confusão, cheia de novidades é que estou quase como diria Almódovar–mas com uma pequena modificação no título–Una mujer al borde de un ataque de nervios, poderia certamente fazer parte do filme, talvez fosse até uma personagem principal, cheia de conflitos e literalmente tendo um ataque!


Enquanto meus neurônios estralam e me deixam louca de tanto pensar nas portas e janelas que se abrem e se fecham incansávelmente pra mim, vou continuar em minha humilde indecisão! Até que as forças divinas mandem a resposta, se é que pode-se acreditar nessa coisas! ( Tá tá, sei que já estou apelando!rs)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"... pois já vai terminando o verão..."


Engraçado como o fim de um relacionamento nos faz pensar.

Cá estou eu de novo! Escrevendo sobre o mesmo assunto de poucas horas atrás...O Fim!

Sem sombra de dúvidas, o fim das coisas é sempre um tanto quanto devastador. Ora por medo do recomeço, ora pela dureza do momento...ou mesmo pelo fato de estar encarando uma mudança.

A morte, como o fim da vida.A vida adulta, fim da adolescência.O casamento, fim da solterisse.

O real motivo de ter voltado aqui para escrever hoje é uma frase que acabo de ler em um livro chamado " As cinco pessoas que você encontra no céu" ( Mitch Albom) que diz assim:

Estranho uma história começar pelo fim. Mas todos os fins são também começos. Embora quando acontecem não saibamos disso...

No exato momento em que pensamos no fim, queremos fugir, ou desaparecer, talvez até recomeçar a vida em um outro lugar,outra cidade, com outro nome e se fosse possível até com outra aparência. Ao menos comigo é sempre assim,tenho uma vontade absurda, saindo lá do mais profundo no meu Eu de mandar tudo pro inferno e fazer o que eu já fiz outras vezes, que é começar tudo outra vez. Mas dessa vez, mesmo com toda essa vontade, estou refletindo sobre essa turbulência que estou passando. Sei bem o que mamãe diria " Não importa onde você vá, seus problemas estão dentro de você!"

E não é que é bem desse jeito!!! Posso estar em L.A com um Deus, ou Deusa, e ainda assim na primeira oportunidade de pensar vou me lembrar de tudo que deixei, e de como a vida muda num piscar de olhos.

Não há mais saída pra mim! Ou eu encaro de vez todos os meus fantasmas, ou minha vida vai viver em turbulência diária.

Não consigo, um minuto sequer, para de pensar que terminei um namoro, é quase uma tentativa de entender tudo isso. Qual foi real motivo? Quando foi que os sentimentos começaram a se transformar? Como? ....Espero perceber logo se vale a pena ficar me questionando.

O que ainda sei, como todas as minhas forças ( que nesse exato momento estão precisando de um biotônico) é que vivo, com todo o meu coração, tudo com muita intensidade, portanto, tudo o que passei está bem fechado, como um tesouro dentro de mim, ninguém mexe, ninguém tira....Esses momentos e essas lembranças são nossos. ( meu e de quem viveu tudo comigo) E é o que mais me alimenta!

" Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso.."


Um dia feliz...no outro triste.

Um dia juntos...no outro separados.

Será que há uma maneira de terminar um relacionamento bem? Duvido que algum ser desse mundo seja capaz de tamanha proeza!

A gente se descabela e tem vontade de se jogar na frente do primeiro carro que passar!...Isso sem falar nas milhares caixas de chocolate e lenços de papel que se vão em apenas algumas horas! O fim de qualquer coisa é desesperador. Fim de namoro, de amizade, de carreira...É sempre um recomeço nada fácil pra quem levava uma vida sossegada cheia de sombra e água fresca, com uma segurança com um cafuné de quebra.

Ninguém compra uma calça pensando que ela vai ficar apertada um dia né?

Ninguém começa um namoro pensando que ele pode acabar!

O fim é sempre complicado... Se a decisão foi sua, você se acaba, fica realmente um caco, pois está pondo um fim nos sonhos de alguém ( além de seus próprios sonhos também) Se a outra pessoa termina, você também fica um caco,a diferença que é você é um caco com mil pessoas para te darem colo. (Quem termina nunca tem alguém para dar um apoio!)

A sensação depois de acabar um namoro é de um buraco imenso no peito! Uma dor, um vazio que parece que vai comer nosso estômago e a gente vai literalmente vomitar!

Como dói! Afinal, não são simples sentimentos, é todo um império construído com tanto esforço e tanto amor, que quando isso tudo simplismente se transforma e vocês passam a construir o próprio império, separadamente, é quase uma tortura.

Já estive dos dois lados. Já fui deixada e já deixei! Não consigo saber o que é pior! Deixar alguém não significa que a gente não ame mais! Acredito que o amor se transforma, muda de direção em um certo momento, e não podemos dominar essa mudança. Mais uma vez que se ama alguém, esse amor existirá para sempre ( quando se tem boas lembranças do que viveu). Como deixar de amar alguém que tanto bem nos fez? Como esquecer alguém que dividiu tantos momentos conosco! IMPOSSÍVEL!

Esse texto parece um tanto quanto verdadeiro né?

Pois é, terminei um namoro de 2 anos ontem.

Estou me sentindo um lixo e nem sei por onde recomeçar sozinha. Sei que vai passar...Um dia passa!

Isso me fz lembrar uma música...

" Eu ando tão down, fugir parece o ideal, mas sem você amor, será que dá pé?Eu não faço fé que as coisas vão melhorar, sofrer de amor, me deixa tão devagar...Lá fora chovendo, aqui dentro....eu já não posso mais..."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DESASSOSSEGO

(" Por nossas crianças!")


São tantas as curvas ...
E em cada esquina abre-se um canto ainda mais escuro.
Inexplicáveis os caminhos!
Paga-se com a vida!
Com a liberdade!
Com o fim de sonhos e novas descobertas!
Não há mais nada!
Nada a ganhar..
Nada a perder...pois tudo já foi entregue.
Fecho os olhos para evitar o que ainda pode vir,
nunca se sabe o que há depois da próxima curva.
Se serão ventos e tempestades? Não sei!
Talvez fogo?
Mistério! Nunca se sabe!
" Agora e na hora de nossa morte, amém!"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BRUNA ..AINDA!! " ENFRENTAR PRECONCEITOS É O PREÇO QUE SE PAGA POR SER DIFERENTE"

Horas depois de ter escrito sobre a Raquel, ou Bruna, ainda estou pensando ... e o que prende minha atenção agora é o preconceito.

Não estou aqui aplaudindo a Bruna, ou qualquer garota de programa ou ex-garota de programa. Estou aqui apenas torcendo pelo respeito ao ser humano!

Não importa o que é certo ou errado! O que é certo para mim pode ser horrível para o outro e assim caminha a humanidade. Não posso fechar os olhos para as diferenças do mundo, me concentrando apenas em minha própria verdade! Acho horrível e triste o julgamento, e sei bem como é, já fui julgada por ser " diferente".....tantas e tantas vezes!

E fico mais triste ainda por ter julgado tantas pessoas na vida! O tempo vai passando e vamos percebendo que quando apontamos alguém, temos ainda um dedo voltado para nós mesmos.

Não estou falando de pecado e pecadores. Nem de religião....Estou falando é de respeito! Da mesma forma que quero que respeitem minhas decisões sejam lá quais forem elas, é meu dever respeitar as decisões do outro. Sejam essas decisões certas ou não pra mim! Se quero posar nua, o corpo é meu. Se quero usar drogas, o corpo é meu tbm, se quero ser dançarina, o corpo é meu, se quero ser médico, pedreiro,secretária, professora, massagista ou garota de programa....A escolha é minha, e na hora certa vou pagar pelos meus atos. Posso colher coisas maravilhosas porque plantei coisas lindas, mas posso também colher um inferno porque desafiei o capeta com minhas escolhas! Estou farta de rótulos e preconceitos.

As escolhas são minhas, se vou ser feliz, ai já são outros quinhentos!

BRUNA SURFISTINHA


São tantos os preconceitos que giram em torno de Bruna Surfistinha que já não há mais o que ser dito. Eu mesma, confesso, já abri a boca milhares de vezes para pronunciar palavras nada amigáveis à ela,e já fui pega outras tantas vezes cheia de pensamentos feios sobre a tal ex-garota de programa. Pois bem, o fato é que fui ao cinema assitir o filme, e fui embora pensando se tinha gostado ou não. Sobre Débora Secco, não há o que questionar, ela é maravilhosa, e se entrega de uma forma inquestionável aos personagens que faz. Não imagino o grau de dificuldade das cenas, me parecem impossíveis de serem feitas na frente de tanta gente, entre câmeras e diretores. Ela relamente foi incrível! Já o roteiro, deixou a desejar! Acredito que seria mais interessante se o filme mostrasse um pouco mais de situações e lembranças da infância de Bruna, acontecimentos que poderiam ter influênciado a decisão de se prostituir ou até mesmo mais cenas com a família. O filme foi focado na prostituição durante quase todo o seu tempo de exibição. Sei que o roteiro é sobre sua vida, e o que ficou público foi a prostituição, mas tudo isso nós já sabemos por outros meios, o que não conhecemos é o outro lado de Bruna, a verdadeira personalidade,o que era antes de se tornar a garota de programa mais conhecida do país. Fiquei decepcionada com o filme! Menos de 1 mês depois de ter visto o filme, tive a oportunidade de encontrar Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha e conversar um pouco com ela. Conheci outro lado, a " outra metade", e pude notar a timidez estampada em seu rosto. "Nunca imaginei que você fosse tão tímida!" disse a ela, pois fiquei literalmente de boa aberta. O encontro " tête à tête" com ela não me fez mudar de opinião sobre o filme, mas criou outras ideias sobre ela, que com certeza são bem melhores do que as anteriores!