Total de visualizações de página

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Le ciel flamboie

Alguém me disse hoje que não recebemos o que não podemos carregar. Já ouvi isso mil vezes, mas o efeito que essa frase me causou hoje foi diferente do habitual.

Já levei tapas no rosto de quem nunca imaginei. Já me desesperei, me lotei de dívidas que não pude pagar, já não tive onde morar da noite pro dia, já chorei por horas por não saber o que fazer, perdi pra sempre pessoas que amo, já enfrentei o escuro sozinha, já senti tanto medo que prendi a respiração pra não me mover... E continuo em pé.

Não é que é verdade! Tudo o já passei, ou senti não é maior do que a força que tenho em mim!

Me descobri tão forte, mais forte do que tudo o que já me fez sofrer.

Se quiser me bater, vou erguer o rosto pra ver se tem coragem, e se tiver, eu aguento a dor. Não vou correr, nem me esconder. Sabe por quê? Porque se esconder é irreversível. Se me escondo hoje, vou ter que me esconder o resto da vida, e não quero viver correndo...

Estou, mais uma vez no meio do furacão...pendendo de um lado pro outro...emocionalmente abatida...mas a hora em que eu me firmar de novo...Ah, minha força renasce, como o amanhecer depois da madrugada silenciosa!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RELAÇÕES



Falar de ambiguidade! Inacreditável a capacidade de ser ambíguo e contraditório que o ser humano carrega. – Ok, assumo que falo isso olhando pra mim! – Olho bem dentro de mim, bem no fundinho mais inho que existe e me perco em tamanha confusão.



A maior das confusões existentes, pessoalmente, é o relacionamento humano. Eita coisa difícil esse tal negócio de se relacionar! Confesso que é a ideia mais difícil que conheço, embora eu, assim como todo mundo que tem o mínimo de sanidade mental, precise absurdamente viver as relações humanas, e é exatamente aí que mora o perigo que me faz voltar no início dessa quase "autoanálise". Acredito no conteúdo das relações, viver coisas que não me acrescentam ou que não me preenchem ... só me faz perder tempo, e olha que o tempo anda tão precioso pra mim! Mas por outro lado, o que isso tudo quer dizer? O que são relações-alimento? Será que esse tipo de relação só existe quando paramos e focamos em um alguém-combustível que nos faz sempre nos movimentar, mesmo que por vezes em ponto morto?



Procuro um amor, juro que procuro um grande amor, que cure amores antigos e que me (re)coloque as borboletas que foram passear, mas uma só relação não tem me preenchido e me feito sentir emoções, apenas conforto e só.



Não quero ir ao restaurante e me servir de todas as sobremesas só porque estou em dúvida entre o pudim e o brigadeiro! Então, por esse motivo não como! Não ando comendo porque não quero engordar por conta das calorias extras e sem necessidade que comeria se comesse de tudo um pouco. Mas se não como nada, se não vou ao restaurante, como é que vou equilibrar a alimentação? – SIMPLES! – Tenho que aprender a separar, o que é bom para as borboletas do meu estômago e o que não é. Se eu misturar tudo, isso com certeza não vai cair bem! E começa aí outro questionamento. Eu preciso de fibras, proteínas, carboidratos e ect., e tudo isso não está em um alimento só, se é que me entendem!



Se eu encontrar alguém que seja sensível, amoroso, inteligente, atencioso, nem tão equilibrado, nem tão maluco, que converse comigo e que goste disso e que seja, pricipalmente interessado ( afinal, pessoas interessadas são um tesão! Se envolvem com tudo!), que tenha todas as manhas das quais eu preciso para me sentir completa, eu juro que paro de querer comer bife, batata, arroz, queijo, feijão, frango, ovo e etc., tudo na mesma refeição!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Esse é só o início do fim. Ainda temos muito pela frente até podermos nos olhar sem sentirmos nada além de muito carinho e uma vontade imensa de guardar tudo o que foi vivido pra sempre dentro de nós – mas fins, quase fins e similares são complicados – por mais que não haja mais maneiras de se estar junto, é imensamente doloroso tirar alguém bruscamente da nossa vida. Quando digo que não há mais maneiras, digo no presente. Não há, mas não sabemos e nunca vamos saber se um dia haverá. O destino é mesmo uma caixinha de surpresas, e a cada passo que damos temos o poder de transformá-lo.

Vejo que não há mais maneiras, nem sei como um dia conseguimos estar perto! Sei que hoje isso tudo é tão distante, é difícil até enxergar. Onde estamos agora, em mais uma das portas que temos dentro de nós? Pois é, acho uma pena a forma como as coisas se vão, e sinceramente, nem consigo entender. Como é que pode-se tirar alguém assim, botar para escanteio? É como se nunca tivesse vivido lá! É como se não houvesse intimidade, e sinceridade nem nada. É como um imenso vazio, sem fim....

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Me perco em sua brancura...

Luminosa...

Quase transparente!

Onde minhas cores todas se refletem.

Onde todos os segredos se revelam.

Me perco em sua brancura-ardente...

E quase nem percebo,

que quem mais arde sou eu!

Ardo no não-dito.

No não-feito.

No escuro dos meus desejos

que agora clareiam em você.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Colorir-ME



Há dias procuro algum motivo para escrever! Há dias me sinto vegetando, sem conseguir organizar minhas ideias, meus sentimentos...aliás, quais sentimentos? Nem consigo nomeá-los! Sensação mais horrorosa. É como querer respirar e não ter ar. Como querer cantar e não conseguir. Isso machuca o coração né? É quase como sentir espinhos na alma e nem ao menos poder gritar.



Mas assim somos nós! Seres estranhos...cheios de tantas coisas e cheios de nada.



Pessoas são assim mesmo, e assim é a vida. Viver é bom demais! É o viver que colore e faz escuro. Amor e ódio de mãos dadas. Alegria, felicidade, lágrimas, bolos de chocolate, abraços, cafunés, músicas e um cheiro de flor. Há dias em que transbordamos tanto que é possível ver nossa luz toda colorida de longe...e passamos e vamos colorindo o cinza embaixo das pontes e os olhos quase cegos conseguem ver um brilhinho que faz toda a diferença pra quem já quase não vê nada.



Por outro lado há dias em que nem queremos levantar! Eita coisa estranha é SER humano! E nesses dias inconscientemente torcemos para encontrar um arco-íris ambulante para jogar um pouco de tinta sobre nós.



Agora fala sério se não é bom viver! Mesmo se o vermelho nem sempre for tão vermelho já é melhor que o transparente né?






"qualquer coisa que se sinta, tem tanto sentimentos, deve ter algum que sirva!"

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O INSUBSTITUÍVEL

O que falar da saudade?

Sentimos saudade de tantas coisas.. São cheiros, abraços, palavras, sorrisos. E sabe que isso é mesmo bom?!

Queria poder dizer à pessoa que me falta o que eu gostaria de ter dela. – Fulano, sinto falta do seu abraço aconchegante!– ou – Hoje queria ouvir sua gargalhada!– É bom saber que algo que nós temos é insubstituível em alguém. É assim, nenhum abraço é igual àquele lá, que tanto envolve. Assim como as risadas não são as mesmas...As pessoas são tão diferentes! As características que admiro em cada uma delas, ou as sensações que elas me causam também são tão diferentes que nunca de repetem em ninguém. Cada pessoa em mim é insubstituível, por tudo o que ela é capaz de colocar em mim. Quando essas pessoas se vão, o que sobra é a saudade daquela característica ou sensação que nenhuma outra pessoa no mundo consegue me trazer, mas aí, aparecem outras pessoas, com outras novidades, e me sinto bem, – o que não exclui a falta que as antigas novidades me faz!–

Hoje estou assim: Cheia de saudade de pessoas, e palavras e coisas....!

Queria poder dizer: Sinto sua falta e você é importante pra mim por isso!

sábado, 6 de agosto de 2011

À FRAGILIDADE


Estou tão sem palavras!
Sinto meu corpo levitando, como se não houvesse mais nada...
Ah esta manhã cheia de meias sensações!
Eles estão me levando...sugando cada pedaço enérgico de meu ser.
E eu, – eu espero – aqui quietinha...
A escuridão teima em aparecer,
mesmo que eu lute infinitamente contra ela.
Isso aqui vai ficando cada vez mais gelado.
Mais seco.
Mais escuro.
Com menos ar.
Tenho onde me agarrar, eu sei,
mas preciso antes enxergar!
Sempre esses extremos insuportáveis.
Sempre essa intesidade esgotante.
" Não se preocupe querida, tudo vai estar bem!"
Está bem, só não me sinto mais aqui.
Fecho os olhos e não vejo nada.
Não consigo ver lugar algum onde eu queira estar.
Se pudesse ao menos me fechar, sozinha, dentro de mim!
A ideia é de estar indo...
partindo..
me esvaindo...
Me deixo ir...
Talvez queira mesmo ficar, mas estou frágil.
Me entrego! Facilmente... mas, dolorosamente...
Minhas noites estão claras agora. Já não durmo bem.
" Quero fechar os olhos no escuro, pra sempre!"
Enquanto noites me fazem rolar
os dias me molestam como martelos e pregos.
Me sinto tão cansada!
Me sinto tão cansada!
Absurdamente cansada...
Por favor, me diga o que fazer...
ou resolva meu desconforto.
Posso ir? Devo ficar?
A porta está aberta, " Pode entrar!"
Respiro..
Respirando...
Continuo a respirar..